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sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa - O quarto rei mago



Esta é a história do quarto rei mago, que também viu a estrela brilhar sobre Belém.
Mas sempre chegava atrasado aos lugares onde Jesus poderia estar, porque os pobres miseráveis viviam pedindo sua ajuda.
Depois de trinta anos seguindo os passos de Jesus pelo Egito, Galiléia, Betânia, o rei mago chega a Jerusalém; é tarde demais, o menino já se transformara em homem e estava sendo crucificado naquele dia.
O rei havia comprado pérolas para Cristo, mas precisou vender quase todas para ajudar as pessoas que encontrou em seu caminho.
Sobrou apenas uma pérola, e o Salvador já estava morto.
- Falhei na missão da minha vida pensa o rei mago.
Neste momento, escuta uma voz:
- Ao contrário do que pensas, tu me encontrastes durante toda a tua vida.
Eu estava nu, e me vestistes.
Eu tive fome, e me deste de comer.
Eu estava preso, e me visitastes.
Eu estava em todos os pobres do teu caminho.
Muito obrigado por tantos presentes de amor.
Que nesta Páscoa e em todos os dias do Ano
consigamos descobrir em nós o quarto rei mago,
o verdadeiro espírito da SOLIDARIEDADE.

Mensagem recebida por e-mail. Desconhecemos o autor, mas agradecemos imensamente por compartilhar tão bela história! 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Páscoa e o Espiritismo


Fonte: Revista Cristã de Espiritismo. Por Rudymara.

Páscoa é uma palavra hebraica que significa "libertação". Com o êxodo, a Páscoa hebraica será a lembrança perpétua da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, através de Moisés.Assumida pelos cristãos, a Páscoa Cristã será a lembrança permanente de que Deus libera seu povo de seus "pecados" (erros), através de Jesus Cristo, novo cordeiro pascal.
O ritual da Páscoa mantém viva a memória da libertação, ao longo de todas as gerações. "Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" - (João, 1:29).
João usou o termo Cordeiro, porque usava-se na época de Moisés, sacrificar um cordeiro para agradar á Deus. Portanto, dá-se a idéia de que, Deus sacrificou Jesus para nos libertar dos pecados. Mas para nos libertarmos dos "pecados", ou seja, dos erros, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos do Cristo como nosso guia. Porque Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.
Esta palavra "salvação", segundo Emmanuel, vale por "reparação", (...).
Portanto, "salvação" não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação" de compromisso (...). E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade.
Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes (...).
Que este homem novo seja um soldado da Paz neste mundo em guerras. Um lavrador do Bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um defensor da Verdade num plano onde imperam (...). Que este homem novo, anseio de todos nós, seja um operário da Caridade, como entendia Jesus: Benevolência para com todos, perdão das ofensas, indulgência para com as imperfeições alheias."
Por isso, nós Espíritas, podemos dizer que, comemoramos a páscoa todos os dias. A busca desta "libertação" e/ou "renovação" é diária, e não somente no dia e mês pré determinado. Queremos nos livrar deste homem velho.  Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau etc., do que renovar-se.
Que acha desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz. Sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos o animal, a natureza, quando abortamos etc. Aliás, fazemos na páscoa o que fazemos no Natal. Duas datas para reflexão. Mas que confundimos, infelizmente, com presentes, festas, comidas etc.
Portanto, quando uma instituição espírita se propõe a distribuir ovos de páscoa aos carentes não significa que esteja comemorando esse dia, apenas está cumprindo o preceito de caridade, distribuindo um pouco de alegria aos necessitados.
Aproveitemos, portanto, cada dia novo para a renovação espiritual. A reflexão deve fazer parte de todos os dias das nossas vidas, só assim o nosso crescimento poderá ser estimulado ao caminho do bem.
Feliz Páscoa e uma profunda reflexão e renovação do ser!


Para ler texto na íntegra, basta clicar: O espírita e a Páscoa